Capítulo
único – Meu melhor amigo colorido
Meu
nome é Hayley Williams. E eu transei com o meu melhor amigo.
Tudo
começou há um ano. Eu tinha 16 anos, e tinha me
apaixonado
pela primeira vez por um cara. Ele era perfeito, realmente tudo o que
eu sempre
quis.
Neguei
que gostava dele até a morte. Pois é, eu morri.
Neste
momento, toda a minha família e amigos estão
jogando flores na minha lápide que
está escrito:
“Aqui jáz Hayley Nichole
Williams. Menos
um fósforo aceso
ambulante no mundo”.
Eu
morri, mas para contar esta história a vocês, eu
incorporei o
meu hamster Teddy que está sentado na cadeira do PC
digitando neste momento.
Tive que dar sossega-leão, ou melhor, sossega-hamster no
espírito do bicho. Se
alguém aparecer e me ver, digo, ver o Teddy digitando, vai
levar uma paulada na
cabeça, pois, convenhamos, um hamster digitando uma
história inútil no
computador é bem estranho.
Ok,
mentira, eu não morri. Nem sequer tenho um hamster.
Como
eu ia dizendo, eu não neguei que gostava dele até
a morte.
Eu neguei até minhas amigas me ameaçarem de
morte. Quando finalmente assumi
isso, o mundo ficou colorido. Apareceram pôneis cor-de-rosa e
gazelas azuis.
Formou-se um grande arco-íris no meu mundo encantado.
Ok,
nem tanto.
Mas
bem, eu pensava nele 28 horas por dia. Toda e qualquer
música existente me fazia lembrar ele. Quando eu pensava
nele, parecia que
havia nove milhões de borboletas no meu estômago.
Ou devia ser só a fome mesmo,
enfim. Ele se tornou o centro do meu universo e eu passei a
adorá-lo
incondicionalmente. Eu não dormia pra pensar nele e quando
finalmente dormia,
eu sonhava com ele. Oh, santa Tartaruga!
Só
tinha um probleminha...
Jake
não me queria. #TodosChora
Pois
é, a menina ruivinha e imatura não era o
suficiente para o
primo de sua melhor amiga. Mas ela não deveria chorar por
isso, certo?
Errado.
Chorei
muito. Pensar nele doía. Eu não podia mais
escutar
música. Tudo fazia lembrar-me dele e me deixava triste.
Simplesmente porque o
homem que eu amo não me quer.
Por
que, Deus? Por que comigo?
Eu
o queria pra mim. Queria agarrá-lo, e não podia.
E pra piorar
toda a bagaça, estava sem dinheiro pra chocolate. Estava na
merda, com toda a
certeza.
Só
havia uma solução: Virar freira.
No
caminho para o convento eu encontro minha amiga Rebecca com o
seu namorado, o James, e um amigo do James. Esse eu não
conheço.
Se
eu não estivesse muito triste, eu diria
que ele é um tremendo gato e que tem uma bunda de dar
inveja. Mas eu estou
depressiva demais pra pensar taradississes. (Ta-ra-dis-ses: s.f. Que
tara, pervertisses. – Informação
tirada do Dicionário Doido da Hayley).
-
Oi Hayley! Tudo bem? - Becca perguntou.
-
Não. - Respondi simpaticamente. - Oi James.
-
E aí Hayles. Hmm... Esse aqui é o Josh.
-
Oi. - O gato, digo, garoto estranho disse.
-
Olá.
-
A gente estava indo tomar sorvete, quer ir com a gente? -
Becca.
-
Não, eu...
-
AAAAAAAAA, QUE BOM! Vem amiga, eu tenho um quadrilhão de
novidades pra te contar. - Ela agarrou meu braço e foi me
levando.
Infelizmente,
ela tinha mesmo um quadrilhão de novidades para me
contar. Depois de 45 minutos de papo, ela finalmente parou para
respirar. E aí,
começou a agarrar o James. (Eu acho que a boca dela ficou
seca, e como não
tinha água...)
Chegando
a sorveteria, James e Becca foram pegar os sorvetes.
Josh chegou perto e disse:
-
Hm, vem comigo pegar um milk-shake? Não gosto muito de
sorvetes assim.
Bem,
pelo menos, uma coisa em comum. Nós dois adoramos
milk-shake.
-
Ok. - Concordei e fomos.
-
Vou querer o grande de maracujá. - Dissemos ao mesmo tempo e
nos entreolhamos. Rimos.
-
Que massa, a gente falou ao mesmo tempo! - Dissemos ao mesmo
tempo novamente.
-
Menino! Para de falar a mesma coisa que eu! Credo. - Ele riu.
Pagamos
o milk-shake e nos sentamos.
Ele
pegou o celular e colocou uma música. Era Hear You Me.
- Aahhh, Jimmy Eat World! Você
gosta?
-
Gosto de todas.
*****
E
assim começou nossa amizade.
A
cada minuto que passava, eu descobria mais coisas em comum com
Josh. Éramos fãs da mesma banda,
gostávamos do mesmo sabor de milk-shake,
tínhamos a mesma matéria preferida,
gostávamos dos mesmos seriados, assistíamos
aos mesmos desenhos, acessávamos os mesmos sites,
tínhamos os mesmos conceitos
e ambos havíamos sofrido por amor.
Aprendi
a amá-lo como amigo.
Ainda
me lembro de quando viramos melhores amigos para sempre.
*****
Estávamos
na minha casa, na área, com o violão.
Cantávamos
qualquer música. Era legal cantar com Josh.
-
Ô Josh...
-
Que foi?
-
Acho que o brigadeiro já ta pronto. - Eu disse.
Havíamos
feito brigadeiro há um tempo e ele estava na geladeira.
Era fácil notar, pois nós dois
estávamos completamente cobertos e sujos de
chocolate. Quem olhasse, diria que tínhamos feito
cocô um no outro.
Corremos
até a geladeira como duas gazelinhas marrons felizes.
Cada
um pegou sua colher e começamos a comer. Josh parecia que
não comia há milênios.
-
Hayles, se você prometer fazer sempre brigadeiro assim, eu
prometo ser seu melhor amigo para sempre.
Eu
ri.
-
É sério. Quer ser minha melhor amiga para sempre?
Eu
sorri e disse:
-
Está certo. Então seremos melhores amigos para
sempre.
-
Tá, vamos fazer um pacto.
-
Hein?
-
Você, Hayley Nichole Williams, aceita ser a Melhor Amiga Para
Sempre de Joshua Neil Farro, e promete amá-lo e
respeitá-lo e fazer brigadeiro
para ele, na saúde e na doença, na riqueza e na
pobreza, até que a morte os
separe? - Ele disse compassado imitando voz de padre.
-
Aceito.
-
E você, Joshua Neil Eu Farro, aceita ser o Melhor Amigo Para
Sempre de Hayley Nichole Williams, e promete amá-la e
respeitá-la e se lambuzar
com seu brigadeiro, na saúde e na doença, na
riqueza e na pobreza, até que
morte os separe? - Ele disse da mesma forma, eu já estava
rindo. - Aceito, seu
padre gato. - Ele disse, falando consigo mesmo. - E no poder a mim
investido,
eu vos declaro Melhores Amigos Para Sempre. Podem comer o brigadeiro. -
Ele
pegou a colher e enfiou na boca e eu fiz o mesmo.
*****
E
assim, Josh se tornou meu melhor amigo para sempre.
Ele
era simplesmente a pessoa mais maneira que eu já havia
conhecido. Ele era simpático, engraçado, bonito
e, pra completar o pacote de
perfeição, gostava da minha comida!
Se
Deus fez um homem melhor que Josh Farro, guardou pra Ele.
Passamos
a nos encontrar quase todo dia. Ele ia a minha casa, ou
eu ia à dele, ou a gente ia a algum lugar. Ficamos muito
amigos. Éramos mais
grudados do que chiclete no cabelo.
Quanto
à coloração da nossa amizade, bem, ela
aconteceu de forma
natural...
*****
-
Qual é a graça de assistir um filme de terror
onde o monstro
não mostra a cara? Ah, fala sério. Isso
não dá medo nenhum. - Essa sou eu, no
tapete da minha casa, com a boca cheia de pipoca, reclamando do filme.
-
Também acho. Se esse espírito invocasse essa
mulher, e eles
chamassem um padre pra exorcizá-la, e ela cuspisse um
troço verde no padre,
seria maneiro. - E esse é Josh, dando o seu final perfeito
para o filme.
Como
disse, concordamos em tudo.
“Micaaaaaaaaaaaah!!!!
Micaaaaaaaaaaaah!!!!”
-
Isso tá chato. - Disse tomando um gole de refri.
-
Está. - ele concordou. - Mas se eu não ver o
filme todo, não
vou poder dizer que ele é ruim, porque eu não sei
o final. Então vou ver até o
final, para poder tirar minhas conclusões. O que
você acha Hayley?
-
Acho que estão faltando mortes nesse filme.
-
É, verdade.
Assistimos
ao filme até o final, reclamando e xingando o
demônio.
-
Ah, mano. Eu não acredito que nem mostrou o cara morrendo! -
Josh
disse decepcionado.
-
Cara, isso não dá medo! Se a mostrasse arrancando
as tripas
dele, aí tudo bem, mas nem isso! Poxa, que droga.
-
Dois dólares mal gastos.
Olhei
para Josh e tinha um caroço de pipoca grudado em cima do
seu lábio superior. Como ele não notou isso?
-
Josh... - Eu comecei a falar e fazer uma careta -... Tem
uma... Ah, deixa eu tirar.
Engatinhei
até ele, que ainda reclamava do filme e tirei o
troço
do rosto dele.
Foi
aí que nossos olhares se encontraram.
-
Hayles...
-
Sim?
-
Você tem olhos grandes...
-
E você tem uma boca grande...
-
Você tem dentes grandes...
-
Você tem um piercing grande...
Não,
não era a Chapeuzinho Vermelho e o Lobo vestido de
vovó em
seu mais perfeito diálogo. Era eu e Josh flertando.
Minha
mão, que ainda estava em seu queixo, decidiu agir por si
própria e não ouvir mais os comandos do
cérebro de se retirar do rosto do
menino. Ela puxou o queixo dele pra perto do meu, fazendo com que os
nossos
lábios se encontrassem. Seguindo o exemplo da
mão, a língua também não
obedeceu
mais nada e fez o seu trabalho.
Não
demorou muito e estávamos nos amassando ao som do trailer do
filme.
A
boca dele tinha gosto de pipoca.
Epa,
a minha também!
House
disse: “Você não consegue viver sem
amor? Pense em viver
sem oxigênio.”.
Eu
gostaria de viver do beijo de Josh, mas meus pulmões diziam
o
contrário. Nos afastamos ofegantes.
-
Uau. - Ele disse.
-
Cara! Isso é errado! Nós somos Melhores Amigos
Para Sempre,
agora, viramos o quê? Fizemos um pacto, Joshua!
Bem... Eu gostei demais.
-
É... Eu também, mas...
-
Você me ama? Amar mesmo, tipo... igual Romeu e Julieta.
Melhor, Bella e Edward! Melhor ainda, Jacob e seu muque!
-
Não...
-
Perfeito! Eu também não te amo. Mas eu te amo,
entende?
-
Sim, eu entendo perfeitamente! Eu também não te
amo, mas eu te
amo muito. Cara, eu amo não amar você!
-
Exatamente!
-
É...!
-
Então, vamos continuar amigos, nos amando do jeito que a
gente
se ama.
-
Amigos não se amassam, Joshua.
-
Pára de me chamar de Joshua. Eu sei que amigos
não se
amassam... Mas nós não somos só
amigos... Somos amigos coloridos.
Ergui
uma sobrancelha.
-
Amigos coloridos?
-
É. A gente pode se agarrar de vez em quando. Mas continuamos
Melhores Amigos Para Sempre.
-
Então... Melhores Amigos Coloridos Para Sempre?
-
É.
-
Eu gostei. - Disse isso e mordi o lábio inferior.
*****
E
foi assim que o meu Melhor Amigo Para
Sempre se tornou o meu Melhor Amigo Colorido Para
Sempre.
Nossa
amizade não recebeu danos e nós não
tínhamos o mínimo de
culpa.
Caso
você leia uma revista Teen, notará que naquela
sessão onde
meninas desorientadas perguntam para as psicólogas o que
fazer, sempre tem um
“gosto do meu melhor amigo, mas não quero estragar
a amizade”.
UMA
SOLUÇÃO PARA VOCÊS, GATAS: Tornem-se
amigos coloridos!
É
tão simples.
Vocês
não precisam ser namorados. Continuam amigos, nada muda. A
única coisa que muda, é que quando os dois
tiverem com vontade, se agarram.
Eba!
Nada
de brigas. Nada de DR’s. Nada de
sofrimento. Nada de ciúme. Apenas
pegação. Não
é isso que você sempre sonhou?
Felizmente pra
mim, Josh também concordava.
Nossa
Amizade Colorida ia de melhor a
espetacular, quando acontece uma tragédia. Essa
tragédia é denominada JAUN. Josh Arranja Uma Namorada.
*****
Era
uma segunda feira.
Amo
esse dia tanto quanto amo chá de alho com limão.
Me
levantei com dificuldade e me “arrumei” para escola.
E
então, você, leitor, pergunta: Porque
o “arrumei” ficou entre aspas?
Você
considera jogar uma água na cara, vestir um uniforme
amassado e calçar um All
Star totalmente podre se arrumar?
Meu
All Star é tão sujo que você
não difere mais o pano da
borracha. Não se acha os cadarços. E se
você bater nele para tirar a poeira,
pode pegar tétano. E eu nem falo das meias...
“Vo
inguau uma mindinga pa
iscola. Un beiju.”
Fiz
quatro provas, sendo duas delas surpresas. Tenho total
certeza que me danei em todas elas. E na ultima aula, a de
Educação Física, foi
determinado pela Sra. Campbell, uma velha de uns 50 anos que usa um
calção de
moletom e um boné sempre. À noite, para se
divertir, paga cinco contos pra prostitutas
bi da esquina do centro da cidade, que jogássemos queimada.
Acho
que eu devia ter um imã pra atrair a droga da bola. Levei
tanta bolada que não pude nem contar.
Foram
no mínimo cinquenta e sete mil novecentos e quarenta e
duas boladas. Estava mais moída do que paçoca no
fundo de pilão.
Ao
sair do colégio, do nada, caiu um toró do
inferno. Lá se foi
o tratamento que eu fiz no cabelo um dia antes. Eu estava com tanta
sorte que
não me surpreenderia se a chuva fosse ácida.
Cheguei
em casa ensopada, temperada, mastigada e digerida.
Com
tanta coisa ruim acontecendo, eu pensei que não pudesse
piorar.
Certo?
Errado.
Josh
chegou a minha casa e finalmente eu pensei que algo pudesse
melhorar.
Cumprimentamo-nos
e eu troquei de roupa. Logo depois ele veio me
contar da festa que tinha ido no domingo (não fui com ele
porque mamãe não
deixou).
-
Ai Hayles, eu conheci uma menina muito legal. Ficamos na
festa.
Não,
eu não senti ciúmes. Isso faz parte da amizade.
Mesmo
ficando sempre, eu e Josh temos nossos casos a parte, e sempre contamos
tudo um
ao outro. Eu não sentia ciúme das meninas que ele
ficava e nem ele dos caras
que eu ficava. É uma hierarquia.
-
Sério? Que maneiro Josh.
-
Hoje a gente se encontrou de novo, e eu a pedi em namoro. Tô
namorando, Hayley! Isso não é um
máximo? – “Não”. -
Sinto que dessa vez vai ser
diferente. Acho que com ela é diferente.
Droga.
Aí,
você, leitor, deve estar se
perguntando: Mas,
Hayley, se você não sente
ciúme, porque raios duplos você não
quer que Josh namore?
Simples.
Você deixaria seu(ua) namorado(a) ter uma amiga(o)
colorida(a)?
Agora
tem sua resposta.
-
Ih... Que foi? - Josh.
Pô,
ele é meu amigo. Sabe quando eu fico triste. Ou quando
não
concordo. Ele me conhece melhor do que eu mesma.
-
Nada não.
-
Não mente pra mim.
-
É só que... A sua namorada não vai
concordar em você ter uma
melhor amiga. Aí ela vai tomar todo o seu tempo e
você vai sumir.
Eu
comecei a falar e umas coisinhas quentes, salgadas e molhadas
começaram a sair dos meus olhos.
-
Awn, Hayles, não fica assim. Eu sou o seu Melhor Amigo Para
Sempre, lembra? Eu fiz um pacto e eu não vou te deixar.
Vai
sim.
*****
É,
leitor. Diz aí se eu não estou frita, grelhada,
servida e
mastigada?
Josh,
o meu Melhor Amigo Colorido Para Sempre, virou um Namorado
de alguém.
Eu
senti como se tivessem arrancado meus dedos com um alicate de
unha.
Tá,
nem tanto.
Mas
eu me senti muito triste. Mais triste do que você quando seu
irmão mais novo te obriga a assistir Lazytown ou
Backyardigans.
O
nome da garota de Deus era Jennifer. Ela era muito linda.
Mas
ela me odiava.
E
fingia para o Josh que gostava de mim, porque ela sabia que
Josh gostava muito de mim.
Cada
dia que se passava, Josh ficava mais tempo com ela e menos
tempo comigo.
Para
quem já está chorando, agora vem a pior parte:
Nós
já não nos agarrávamos mais.
Eu
estava carente e triste. Meu Melhor Amigo tinha me abandonado
por uma garota falsa que merecia as trevas.
Precisava
de um filme de terror.
Mas
eu preciso do Josh pra ver o filme. AAAA. Deus, por quê? Por
que tiraste meu único Melhor Amigo Colorido Para Sempre de
mim?
Felizmente,
não demorou muito para a
Jennifer mostrar sua verdadeira face cobral (Co-bral: s.f. Que
vem da cobra; De cobra. - Informação tirada do
Dicionário Doido da Hayley) para
Josh.
Infelizmente,
ele ficou muito triste por perder Jennifer. E não
tem nada pior do que um Melhor Amigo Colorido Para Sempre magoado.
*****
Era
um sábado.
Coloquei
o celular para despertar às três horas da tarde.
Não
estava a fim de dormir até às cinco da tarde.
Tá pensando que eu sou o quê? Uma
preguiçosa? É doido, é. Tenho que
manter meus bons hábitos, entre eles, acordar
cedo.
Porém
Josh chegou às duas e meia e tocou o interfone da casa.
Saí.
-
Quem é que têm a audácia de me acordar
as duas e meia da madrugada?
- Abri a porta e Josh estava com o olhinho pequeno e inchado.
-
Me desculpe, Hayley. Volta a ser minha Melhor Amiga Colorida
Para Sempre? - Ele disse olhando para baixo.
Siiiiiiiiiiiiiim!!!
Eu volto!!!
-
O que houve com a Jennifer?
-
Ela não presta. Hayley, você é a
única menina no mundo que é
verdadeiramente legal.
-
Awn, Josh. - Fui até ele e o abracei. Ele chorou no meu
ombro.
Aquela
safada fez meu bebê chorar.
Que
o cão a leve para sua casa.
O
fiz entrar em casa. Enquanto eu fazia o brigadeiro, Josh me
contava o que a vaca tinha feito para ele.
-
Ela estava agarrada com o Andy, Hayley. E quando eu cheguei,
ela não disse nada, e ainda xingou você! Eu
não acredito, meu... Como eu fui
burro!
-
Você não foi burro, Josh. Isso acontece com quem
se apaixona.
É normal. Todo casal passa por isso. - Cheguei perto dele e
acariciei seu
rosto.
-
Eu queria me apaixonar por você. Você é
a única garota que
presta.
Ri
disso.
-
Acho que eu não presto tanto assim... - Disse e joguei
brigadeiro no nariz dele.
E
terminamos a tarde rindo, brincando, comendo, e beijando.
*****
Os
meses foram se passando e a nossa amizade ia ficando cada vez
mais e mais forte.
Eu
já me sentia feliz novamente. Feliz como você,
quando seu
irmão mais novo cresce e em vez que querer assistir Lazytown
ou Backyardigans,
se oferece para lavar a louça.
Não
era sempre que a gente se encontrava que nós nos
beijávamos.
Era só quando nós dois estávamos a
fim. Josh ainda era meu melhor amigo e eu a
melhor amiga dele. Nós fazíamos coisas de
melhores amigos, não de namorados.
Acontece
que nesse dia, aconteceu uma
tragédia. Essa tragédia é denominada
TMVMMACPS (tente pronunciar). Tirei Minha Virgindade
com Meu Melhor Amigo Colorido Para
Sempre.
*****
Estava
em casa. Meu cabelo estava com o resto do tratamento que
fiz para a festa da Becca - que foi um dia antes - e meu rosto com o
resto da
maquiagem também.
Acordei
em cima de Josh que dormia tão profundamente que parecia
estar em coma. Minha cabeça tinha uma leve dor e eu estava
meio tonta.
Não
devia ter tomado aquele ponche com gosto de álcool...
Ontem,
as três da madrugada, eu e Josh saímos da festa.
Era no
salão do melhor colégio particular da cidade. Era
grande pra baralho. Tinha
muita coisa legal. Enfim, saímos da festa e como a casa de
Josh fica perto de
onde Judas perdeu os All Stars, ele decidiu passar a noite na minha.
Chegando
em casa nós só caímos na cama como
dois adolescentes bêbados. Pera aí é
isso
que nós somos.
Levantei
e fui direto para o chuveiro. Estava cheirando a suor
de todos os habitantes do planeta terra.
Peguei
minha toalha e tomei um banho bem longo, sem me preocupar
com o aquecimento global ou a conta de água da minha
mãe. Ao sair do banheiro
fui até o meu quarto com o corpo enrolado numa toalha. Ia
pegar minha roupa.
Josh
estava sentado na cama, com cara de sono, passando uma mão
no olho.
-
Bom dia. - Eu disse.
-
Já são mais de 8 horas?
-
Josh, são duas da tarde.
-
Ahn.
Ele
fica muito lindo com cara de sono, vale frisar.
-
Me dá um beijinho?
-
Escova os dentes primeiro, vai. - Pedi e ele assentiu. Foi
até
o banheiro e voltou rapidinho. Eu estava com o corpo enrolado no
roupão, apenas
escolhendo uma roupa. Ele agarrou a minha cintura e começou
a beijar meu
pescoço.
-
Você me deve um beijinho. - Ele sussurrou no meu ouvido, o
que
me fez arrepiar.
Virei
de frente e o beijei. O beijo começou a ficar urgente. Ele
enfiou a mão por dentro do roupão e passou a
mão pela minha cintura. Quando os
pulmões pediram por ar, ele se desprendeu e
começou a beijar meu pescoço. Suas
mãos já tinham estado em todo o meu corpo nu por
baixo do roupão, até que ele
chegou a minha virilha. Ele começou a fazer movimentos com
as mãos o que me fez
gemer baixinho. Aqueles olhos castanhos penetrantes encararam os meus.
Eles
pediam permissão.
Eu
apenas o puxei para outro beijo.
Josh
com delicadeza tirou meu roupão, deixando meu corpo, ainda
com partículas de água, à mostra. Me
deitou na cama e começou a beijar meu
pescoço, deixando mordidinhas e chupões. Foi
passando a língua pelo meu corpo
até chegar aos seios. Ele distribuiu beijinhos e
começou a sugá-los. Gemi mais
alto.
O
contraste de sua língua com seus lábios e aquele
piercing era
simplesmente incrível.
Voltou
e começou a beijar minha boca, com muito ardor. Eu tirei
sua camisa e passei minha mão pelas suas costas, sem deixar
marcas. Passei
minha mão pela sua barriga e então, abaixando um
pouco mais encontrei seu
membro que já estava rígido dentro da
calça. Apertei sem machucá-lo e ele
gemeu.
Ele
mesmo tirou a calça junto com a cueca ficando do jeitinho
que veio ao mundo.
Nos
beijamos novamente. Já não existia mais
distância entre os nossos
corpos. Estávamos colados.
Ele
chegou aos meus ouvidos e disse:
-
Não faço nada se você não
quiser.
-
Eu quero.
Ele
sorriu malicioso e se desprendeu por um segundo para pegar a
camisinha, que convenientemente estava no bolso de sua
calça. Encapou-se e me
deitou novamente na cama.
Nessa
hora uma pitada de medo me atingiu. Eu era virgem. E... ia
doer.
Ele
colocou o começo de seu membro dentro de mim, fazendo
movimentos devagar. Quando ia enfiá-lo inteiro, ele
não conseguiu.
-
Relaxa... Eu nunca vou te machucar. - Ele disse baixinho.
Tentei
me livrar um pouco da tensão no meu corpo, e acho que
funcionou.
Ele
entrou em mim por inteiro, fazendo uma dor enorme aparecer.
Gritei. Estava doendo.
Ele
beijou minha boca e disse que ia passar.
Fez
outro movimento. Mais dor.
Na
terceira vez, um líquido saiu. Algo misturado com sangue.
Ele
trocou de camisinha e reiniciou os movimentos.
Só
que dessa vez estavam muito melhores. Muito.
Parecia
que havia um chama dentro de mim.
Ele
fazia movimentos devagar e compassado. Eu queria mais.
Cada
vez que ele entrava em mim eu cravava minhas unhas nas
costas dele.
Os
movimentos passaram a ser maiores e mais rápidos. Com um
tempo, eu já não sentia mais forças.
Havia chegado até o meu limite.
E
parece que ele também. Se desprendeu de mim e o esperma saiu
dentro do preservativo. Ele tirou, amarrou e deixou num canto do
quarto. Logo
depois se deitou ao meu lado. Estávamos ofegantes.
OH
MINHA SANTA PERNILONGA, O QUE EU FIZ?!?!?!
PONTE QUE PARTIU,
ACABEI DE TRANSAR COM MEU MELHOR AMIGO. ISSO NÃO
É CERTO, MEU DEUS, ISSO NÃO É
CERTO. Ai, minha nossa senhora das meninas dos cabelos tingidos, EU VOU
PRO
INFERNO!
Já
era errado agarrar meu melhor amigo, mas agora, eu FIZ SEXO
COM ELE. Oh minha santa mãe Joana, oh my Gosh.
E
o pior de tudo: EU AMEI. EU QUERIA MAIS. Eu quero mais.
NÃÃO!
Oh Deus. Eu não presto, eu sou a pior pessoa do mundo.
-
Oh... - Josh - Eu... Eu... Nós... fizemos?
-
É... - Eu disse com um semblante apavorado. - Josh, isso
não é
certo... Era pra gente se beijar de vez em quando... Isso faz parte do
protocolo de amizade colorida?
-
Talvez... O que haja entre a gente não seja mais apenas
amizade, Hayles.
-
Como?
-
Acho que estou me apaixonando por você.
Éar...
isso muda muita coisa.
-
Você se apaixonou por mim?
-
Não transaria com alguém por quem eu
não estivesse apaixonado.
Por mais que eu confie em você... Você... Sente
alguma coisa por mim alem da
amizade?
-
Se você fosse apenas meu amigo eu jamais ficaria desse jeito
com você. Mas... Eu não quero que você
pare de ser meu amigo.
-
Nossa relação de amizade não precisa
mudar. Fizemos um pacto.
Mas no pacto não dizia o que aconteceria se nós
nos apaixonássemos.
-
É...
-
Hayles?
-
Eu.
-
Eu amo você. Muito.
Me
virei na cama e me apoiei em seu peito nu.
-
Eu também te amo. Muito. - O beijei calmamente. Pela
primeira
vez no dia. - Eu não consigo ver minha vida sem
você, sem a sua amizade, sem as
suas palhaçadas, sem os teus beijos...
-
Então vamos fazer isso durar para sempre.
-
Melhores Amigos Coloridos Para Sempre. Eu te amo.
Eu
sou Hayley Williams, e eu transei com meu melhor amigo.
Ele
é Josh Farro. Meu namorado, amante, confidente, companheiro.
Mas acima de tudo, meu Melhor Amigo. E eu o amo.