Capítulo
um.
Hayley Williams
vivia com sua família (pai e mãe) na cidade do
Mississipi, podemos dizer que
sua vida era boa, muito boa. Adorava o lugar, tinha ótimos
amigos, até uma
paixonite de adolescente. Tinha o sonho de se casar e ter dois filhos
nessa
cidade.
Mas
tudo isso foi mudado, estragado,
seu mundo de fadas foi destruído, foi queimado, deformado.
Ela nunca soube ao
certo porque isso aconteceu, mas teve que aceitar. Aceitou tudo
fortemente até
certo ponto...
18 de
julho de 2003
“Hoje
aconteceu algo horrível, não sei ao certo o que
foi, mas não me sinto bem,
mamãe e papai tomaram uma decisão
horrível, uma decisão sem sentido, eles
decidiram mudar, eles falaram que papai recebeu uma oportunidade de
trabalho, e
que nossa vida vai melhorar, mas sei lá, minha vida
já é perfeita... Logo agora
que eu comecei a me organizar, isso inclui tudo, amor, escola,
até meu quarto.
Não entendo bom, se é isso que eles querem, tenho
que aceitar, aliás, só tenho
treze anos...”.
- Mamãe, quando
partiremos?
- Amanhã cedo. – Aquilo
foi um baque para Hayley, tudo já tinha começado
a se organizar, até a ideia da
viagem, a tal mudança...
- Mas, estava previsto
para semana que vem!
- Querida, entenda,
imprevistos acontecem!
As coisas estavam
difíceis, começaram a se embaralhar novamente,
Hayley estava triste, brava, nem
ela sabia o que sentia...
- Mamãe, então eu posso
pelo menos me despedir dos meus amigos?
- Claro querida, você deve
fazer isso!- Sua mãe falava isso, porque não
sabia o quanto era difícil para
sua filha largar tudo para começar uma nova vida.
Hayley pegou o telefone, e
discou o número da sua melhor amiga.
- Jay, tenho uma coisa
horrível para lhe contar.
- O que aconteceu linda?
- Aconteceu um imprevisto,
e vou ter que me mudar amanhã. – Ela estava quase
chorando, ela não estava se
aguentando.
- Mas, por quê? Estava
tudo certo para você partir semana que vem, não
entendo.
- Flor, queria eu,
entender pelo menos um terço dessa história.
– Era verdade, Hayley ultimamente
não mentia, a verdade transparecia em sua face.
- Amiga, podemos nos
encontrar, para pelo menos nos despedirmos?
- Claro claro.
O encontro não foi o mais
agradável, Hayley chorou mais que tudo, e o quanto pensou em
seu passado,
pensou até mesmo nas aulas, que um dia mesmo tediosas, a
fazia feliz. Tudo que
ela queria neste momento era voltar no passado, tentar mudar a
opinião dos seus
pais. Ela estava sofrendo.
- Filha, já terminou de
organizar suas coisas?
- Sim mamãe. – Hayley
evitava olhar os olhos de sua mãe, sabia que se fizesse
isso, iria cair nos
prantos.
- Durma cedo, por favor,
vamos sair bem cedo amanhã.
- Sim mamãe.
18 de julho
de 2003.
“Best, eu não estou
conseguindo, esses dias estão acabando comigo,
amanhã vou me mudar, vou EMBORA,
deixar tudo, acabar com tudo, espero que isso sirva para alguma coisa,
espero
que EU tire algum proveito disso. Não posso reclamar tanto,
aliás, poderia ser
pior. Poderia... Obrigado Deus por não ser pior obrigado por
não acontecer
certas coisas...”.
‘ Onde está o filme a
última música, aliás, algumas
lágrimas, neste momento, não sairiam
forçadamente. ’
Hayley assistiu ao filme,
e como sempre que assistia, chorou do começo ao fim...
- Filha, acorde,
temos que partir.
- Mas papai, ainda são
três da manhã!
- Filinha, por favor,
temos que ir logo, pois assim chegaremos mais cedo. – Mais
cedo, e que
importância isso teria?
- Está bem papai, desço em
cinco minutos.
- Obrigado.
...
Capítulo
dois.
Hayley conseguiu tirar um cochilo, mas não
conseguiu ter bons sonhos, só
conseguiu sonhar com sua despedida, e claro com sua paixonite...
Aliás, ela não
se despedira dele, então se acrescentava mais uma coisa a
sua lista de “motivos
para ficar triste”. Seus pais tentaram deixa-la alegre,
colocaram músicas de
bandas que ela amava: Avenged Senfold, Evanescence, bom, e por ai se
segue. Mas
mesmo assim, eles não conseguiram as músicas
só a deixavam mais triste, pois
elas lembravam-na de seus amigos, e claro, ele.
- Querida,
o que há?
-
Mamãe, você sabe, eu não queria vir,
isso está acabando comigo, você sabe o
quanto é sofrido pra mim ter que deixar tudo para
trás, e começar uma vida
nova, como se eu tivesse morrido e nascido novamente.
- Mas
queria, nós já lhe explicamos, vai ser melhor,
por favor, fique bem, por nós.
- Ok,
vou tentar, vou tentar...
19 de julho de 2003
“Já
estamos chegando, estou aqui, novamente desabafando o que estou
sentindo, é
difícil, mas vou tentar, vou tentar, me controlar, e claro,
não fazer nada que
me leve para cadeia, eu só queria falar com Danniel,
é minha vontade, não pude
me despedir dele, não deu tempo, nossa, eu o amo tanto, mais
tanto mesmo, sei
lá, não sei se consigo aguentar mais um pouco,
mas eu vou tentar...”.
O
carro parou.
- É
aqui? – Ela perguntou, até se agradou com o que
viu, ficou feliz com o estilo
da casa, mas como ela sabia muito bem, nem sempre as coisas
são o que aparentam
ser.
-
Sim, é aqui. Acho que você conhece o bairro.
-
Sim, conheço, é a Rua Muster no Tennessee certo?
– Ela sabia que era, mas
queria ter um por cento de chance de ser mentira, mesmo sabendo da
verdade.
-
Isso mesmo querida, sua tia Ana Bethe mora na rua debaixo, acho que vai
gostar.
– Sua mãe nem imaginava que a filha estava odiando
aquilo, achava que o que ela
falara, era momentâneo, aliás, sua filha ainda era
uma adolescente.
-
Bom, vamos descer. Se quiser querida, pode dar uma volta pela rua,
talvez você
conheça alguém interessante.
-
Pode ser... – Como se ela concordasse.
“Nossa,
encontrar alguém legal no Tennessee?
Hahaha, conte-me outra piada. Não que eu não
goste da cidade, eu me lembro de
que passava uma semana aqui, quando estava de férias.
Lembro-me vagamente. Mas
claro, não é a mesma coisa, sempre vou preferir
Mississipi.”
Hayley
andou pela rua, foi e veio umas cinco vezes, não se cansou
de fazer isso, até
porque era um meio de refletir, pensar como aguentar isso. Ela sabia
que não
seria tão difícil, mas também
não ia ser uma conta de 2+2. Até
então, ela não
encontrou nenhum vizinho que a interessasse, infelizmente.
-
Hayley, venha para dentro, temos que lhe contar uma coisa!
“Mais
uma? Da última vez, eu tive que me mudar de
cidade.”
- Sim
mamãe, o que aconteceu?
-
Você já está matriculada na escola do
bairro.
-
Mais já?- Aquilo foi uma paulada em suas costas.
-
Sim, sua tia fez esse favor para nós. Você vai
começar a estudar na sexta.
-
Mas, eu ainda não conheço ninguém!
- Não
se preocupe, sua prima estuda lá!
“Nossa
que bônus, minha prima tem o que? Oito
anos?”
-
Mamãe, eu não posso esperar até
segunda? Por favor, talvez eu faça amizade com
alguém! – Ela sabia que isso era
impossível, ela não quer ter amizade com
ninguém daqui.
-
Querida, acho que não, pois você é
nova, então é bom causar boa impressão.
“Impressão:
Odeio você, e também sua
família!”
- Ah
não mamã...
- Sem
mais Hayley, você vai para a escola na sexta e ponto final!
-
Está bem. – Ela odiava discutir com sua
mãe.
As
coisas estavam mais graves, ela não tinha amigos,
não conhecia ninguém, daqui
dois dias teria que ir para um local desconhecido, um local onde
não conhecia
ninguém, um local desolado para ela. O que ela faria? Nem
ela sabia... Achava
que teria que passar dois dias dentro de casa, mas uma coisa a
impressionava,
ela não estava com raiva de seus pais, estava com mais raiva
dela mesma, estava
com raiva por não ter mudado a decisão de seus
pais, raiva de não ter se
despedido de vários amigos, e principalmente de Danniel.
Isso estava
infernizando ela, como se fosse fantasmas, fantasmas que a cercavam.
Mas agora,
ela não poderia fazer nada...
...
Capítulo
três
Hayley
passou dois dias em casa, só saía para ir
à casa de sua tia, não fez nenhum
amigo, e nem queria... Teve que ficar ouvindo sua prima falar de como a
escola
era boa, e que ela iria adorar. Hayley ficou irritada, pois as
únicas coisas
que sua prima falava da escola, além dos atletas, eram sobre
os professores que
ela considerava “gatos”. Bom, não que
Hayley achou ruim, mas ela poderia ter
falado de como são as pessoas de lá, como elas
convivem, pois isso que
importava.
Depois
de ouvir, por dois dias sobre atletas e professores, Hayley foi ver se
era
realmente verdade, era o seu primeiro dia de aula.
-
Querida, está tudo bem com você? – Sua
mãe perguntou com um ar de caridade.
-
Claro que estou mamãe, fique tranquila, tudo vai ficar bem!-
Hayley, era o tipo
de pessoa que acalmava os pais, aliás, o que ela ganharia
deixando-os
preocupados?
- Sua
prima deve estar chegando daqui a pouco.
- Ok.
Para
o primeiro dia de aula, Hayley escolheu uma roupa casual. Meia
calça preta,
rasgada, saia jeans, e uma blusa dos Ramones (claro preta).
Não abusou na
maquiagem, ela nem gostava de usar maquiagem. Bom, ela estava se
sentindo bem.
Trim.
Trim., fez a companhia.
-
Prima! Pronta para o primeiro dia?
-
Claro! – Ela mentiu para si mesma.
-
Então, vamos?
-
Sim. Mamãe já estou indo.
- Ok
querida. Vá com Deus!
Quando
estavam indo pra escola, a prima de Hayley não falou muito,
ela adorou isso,
pois estava prestes a estrangula-la!
-
Então, você já conheceu
alguém daqui? Digo algum gatinho?
- Não
querida, ainda não conheço ninguém,
quando eu conhecer eu aviso tá bom?
- Tá,
mas por que você está assim?
-
Assim como?
- Com
essa cara de triste.
- Não
é nada só estou pensando!
-
Então tá.
Caminharam
por mais uns cinco minutos, sua prima não lhe fez mais
perguntas, só falou
sobre suas matérias, bom, Heyley não tinha nada
contra esse assunto, aliás, não
envolvia garotos. Infelizmente, chegaram à escola:
-
Então aqui que é a tão famosa escola?
-
Sim, não é linda?
Ela
se deparou com um prédio até que justo, era
parecido com sua antiga escola,
bom, dava para aguentar.
- É
agradável.
-
Então tá, vou te deixar na secretaria para pegar
seus horários.
- Tá
bom.
Elas passaram
por vários corredores. Bom, parecia que Hayley era o centro
das atenções, ela
nem sabia por que, mas estavam olhando para ela. Isso a deixava nervosa.
-
Bom, aqui estamos. Agora eu tenho que ir.
- Por
favor, não me deixe, me leve até a primeira aula!
– Hayley parecia uma criança,
mas já era de se esperar.
- Tá
bom, mas só a primeira, porque se não me atraso.
Uma mulher foi
atendê-las.
-
Posso ajudar? – Perguntou a mulher.
-
Sim, eu gostaria do horário da aluna Hayley Nichole
Williams.
- É
essa aqui? – A mulher apontou para Hayley.
-
Sim, sou eu. – Hayley deu um sorriso forçado.
-
Sim, está aqui, seja bem vinda, senhorita Williams.
-
Obrigada.
Retiraram-se, e
começaram a andar pelo corredor
cheio de pessoas desconhecidas, com seus trajes despojados.
-
Olha que legal, sua primeira aula é de Português,
bom, dizem que é melhor você
não encarar a professora, falam que ela pega ódio
das pessoas, só por um olhar.
-
Nossa, que coisa boa, mas em que sala que é? – As
pessoas continuavam a olhar
para ela.
-
Sala quatro, esta aqui.
Que
sorte que ela teve, já ia ficar sozinha, com rostos
estranhos a encarando, já
era um começo muito ruim. Muito...
Ela
entrou na sala, sentou-se ao fundo, tentando evitar os olhares, mas
parecia
impossível. Ela decidiu fingir que estava lendo, era o
melhor a se fazer. Sem
que ela percebesse um garoto sentou-se ao seu lado, ela estava com medo
de
olhar para frente ou lados.
Passou-se
mais uns cinco minutos, e a professora entrou na sala:
- Bom
dia alunos, como estão?
-
Bem! – A classe respondeu.
- Bom
queridos, temos uma aluna nova! Por favor, venha aqui.
Ela
apontou para Hayley, e toda a turma olhou inclusive o garoto sentado ao
seu
lado.
-
Fale um pouco sobre você, por favor.
-
Olá, meu nome é Hayley e vim do Mississipi.
-
Hum. Mississipi, legal. – Disse uma garota com cabelos loiros
e blusa colada.
-
Sim, lá é bem legal.
-
Bom, pode se sentar.
-
Obrigada.
A
aula estava andando muito bem, ela estava aguentando. Finalmente o
garoto que
estava ao seu lado, falou com ela:
- Olá
Hayley, meu nome é Jeremy, tudo bom?
É
Hayley estava arrasando corações...
-
Sim, estou bem, e você?
-
Também, posso te fazer uma pergunta?
-
Claro que sim. – Ela percebeu que o garoto era atraente,
não o tipo dela,
talvez pudesse acontecer algo entre eles, mas era melhor não.
-
Você gosta dos Ramones?
-
Sim, gosto muito- ela olhou para sua blusa - e você gosta?
-
Gosto muito... Bom, acho que podemos nos dar bem. Se precisar de
companhia pode
me chamar tá?
-
Claro!
Um
aviãozinho rosa caiu em sua mesa.
“Hei
se prepare.”
- O
que aconteceu?- Perguntou Jeremy.
-
Olhe isso aqui. – Hayley nem conhecia o garoto direito, mas
aquilo não era
nada.
-
Quem mandou? – Perguntou ele amassando o papel.
- Não
sei, mas não se importe, não é nada,
eu sou nova, e não sou igual a elas - ela
sabia que aquilo era de uma garota, era de se esperar.
- Não
Hayley, se isso veio de quem estou pensando, a coisa está
séria.
- Eu
não me importo, já lidei com coisas piores.
– Hayley se lembrou da mudança.
-
Então tá, mas se arranjar problemas pode me
chamar.
Eles riram, e a
aula acabou...
O
resto do dia não foi tão bom, o
conteúdo de matemática era horrível, a
professora de artes era chata, e ainda por cima, tinha uns professores
que não
impunham moral na sala. Ela foi para casa, e ficou pensando no
aviãozinho rosa,
mas afinal, quem mandou isso para ela?
-
Filinha, como foi o primeiro dia de aula? – Sua
mãe parecia contente.
- Foi
bom mamãe, mas estou cansada. – E não
era mentira, esse dia fora muito
cansativo.
-
Então está bem, pode ir para o quarto...
-
Obrigado.
22 de
julho de 2003
“Olá
amiguinho, hoje foi o primeiro dia de aula,
assim, conheci um menino ele parece legal, o nome dele é
Jeremy, bom, ele é
loiro, usa blusas xadrez, e assim, é bem legal, é
muito engraçado, ele me faz
bem... Mas não vá pensando que estou apaixonada
por ele, aliás, meu amor pelo
Daniell, ainda é muito forte, eu o considero um bom colega,
acho que se eu
conhecer um pouco mais, eu posso tê-lo como amigo.
Só uma coisa que eu O-D-I-E-I
na escola: As garotas. Não falei nada para
ninguém, mas elas são o tipo de
garota que eu quero distância, são garotas
fúteis. É... tenho mais uma coisa a
contar. Hoje, uma garota, ainda não sei quem foi,
só sei que foi uma garota, me
mandou um aviãozinho escrito: Hei se prepare. Não
entendi muito, mas acho que
vai dar confusão, como eu queria ter minha Best aqui pra
contar isso pra ela,
seria tão mais fácil... Bom, acho bem melhor
pensar nas coisas boas, como os
novos amigos, Caracas, achei que isso ia ser impossível, mas
estou começando a
aprender coisas novas...”
Capítulo
quatro
-
Filha me faça um favor?
- Sim
mamãe.
- Vá
ao mercado e compre batatas, por favor.
Hayley
se arrumou e foi ao mercado, e nem sabia o que a esperava... Ao sair na
porta
de casa percebeu uma coisa boa, até demais, Jeremy era seu
vizinho.
-
Jeremy?
-
Hayley, ué você mora aqui? Que
coincidência!
-
Sim, muita...mais ai, você está
disponível este momento?
-
Claro!
-
Então você gostaria de ir ao mercado comigo?
-
Claro, vamos lá!
Eles
caminharam, conversando sobre música, comidas e bebidas. Os
dois estavam à
vontade, o tempo passou como um raio. Eles chegaram ao mercado bem
rápido.
-
Então, o que você vai comprar?
-
Batatas.
Os
dois riram. Hayley olhou para o lado e viu uma garota que ela
reconhecia da
aula de português.
- Ei
Jeremy, aquela não é a garota da aula de
português?
-
Sim, é ela.
-
Qual o nome dela mesmo?
-
Nathalia. Por quê?
- Não
só achei interessante saber. – Ela recordara do
momento em que o aviãozinho
caiu sobre sua mesa, e lembrou-se daquele rosto, o rosto de Nathalia.
Algo
inundou seus pensamentos, e por um segundo ela se desconectou do mundo
real...
-
Hayley, você está bem?
-
Sim, estou bem.
Nathalia
reconheceu o rosto de Hayley. Ela foi a sua
direção, olhou bem nos olhos de
Hayley e disse:
- Olá
vagabunda, o que está fazendo aqui?
Hayley
ficou sem reação, não sabia o que
falar, nem sabia por que Nathalia estava
falando assim com ela, a única coisa que fez foi falar que
Mississipi era
realmente uma boa cidade, era legal. Mas o que realmente Nathalia tinha
entendido: “Ela quer entrar numa briga comigo”.
As coisas começaram a se complicar novamente.
- O
que você disse? – Perguntou Jeremy com um tom de
voz firme.
-
Somente a realidade. – Respondeu Nathalia com a voz seca.
Hayley
sabia que aquilo não os levaria a lugar algum,
então tentou acabar com aquilo.
- Não
Jeremy, deixe, ela deve estar com problemas, sei lá, que tal
TPM?
Ela
não devia ter dito isso.
- TPM
é a sua mãe, olhe, pense bem antes de falar de
mim! – Ela disse isso com um
dedo na cara de Hayley.
Hayley
sem reação saiu correndo de lá, foi
para casa, e assim que entrou, foi para o
quarto, aquilo não podia estar acontecendo... Ela estava
segurando as lágrimas.
- O
que aconteceu querida?
-
Nada mamãe, nada.
- E
então cadê a batata?
- Não
tinha.
-
Hum... Que pena, eu iria fazer purê de batatas. Mas
já que não temos batata, o
que você quer para comer?
“Que
tal tristeza com muita pimenta?”
-
Que tal lasanha?
- É,
pode ser...
22
de julho de 2003- Página extra
“Que
droga, eu não lhe disse que isso seria uma
briga? Acabei de voltar do mercado e quem estava lá? A
menina que jogou o
aviãozinho de papel na minha mesa, ela me chamou de
vagabunda! E colocou o dedo
na minha cara. Eu não entendo, eu não fiz nada
para ela, então por que ela fez
isso comigo? Será que isso vai durar muito tempo?”
Depois do jantar, Hayley deitou
em sua cama e chorou quase toda noite... Ela nem sabia o que
aconteceria no dia
seguinte...
...
Capitulo
cinco
Hayley
passou seu final de semana pensando no ocorrido. Ela não
entendia, aquele só
fora o seu primeiro dia e já lhe tinha rendido muito... Ela
pensava como iria
resolver a situação, mas parecia que nada a
ajudava, nem mesmo a presença de
Jeremy, que a consolava diariamente... As coisas estavam lhe parecendo
muito
confusas, sua mente estava novamente atordoada.
23 de julho de 2003
“Caracas,
não sou de ficar assim, mas sei lá aquilo
foi forte mexeu realmente comigo, a garota estúpida,
não sabe interpretar as
coisas da maneira correta, isso me irrita me dá
raiva!”
-
Hayley, Jeremy está lhe chamando.
Ela
desceu as escadas, numa lentidão infernal.
- Olá
Hayley, você está melhor?
- Um
pouco, e você?
- Eu
estou bem, até de mais. – Como ela queria estar
assim.
- Que
legal!
-
Hum, você quer sair comigo e uns amigos de noite? Vamos ao
Point Bol.
- Que
lugar é esse?
- É o
boliche do bairro.
Hayley
estava precisando disso, urgentemente.
-
Claro que sim...
Ela
passou a tarde todinha pensando em como seria sua noite, sem ofensas
ela queria
que tivesse uma coisa a mais, não uma coisa proibida,
somente uma coisa de
adolescente...
-
Mamãe estou saindo!
-
Aonde você vai?
- Vou
ao boliche com Jeremy.
- Ok,
não volte tarde por favor.
-
Sim, não voltarei tarde.
- Olá
Jeremy, vamos?
Ele
demorou um pouco para responder, estava encantado com o que via.
-
S-sim, vamos...
Eles
foram conversando, sobre tudo que lhes vinha a mente. Ele estava
completamente
encantado com o que via, afinal, Hayley estava linda, e ele gostava
disso. Não
sabia o por que, mas gostava...
O
local do boliche até que era ajeitado... Não
tinha do que reclamar.
-
Bom, é aqui.
-
Hum, legal, mas onde estão seus amigos?
-
Bom, esqueci de te falar, mas eles não poderão
vir.
- Por
quê? O que houve? Eu estava tão ansiosa para
conhecê-los!
- Um
imprevisto. Outro dia eu lhe apresento a eles.
-
Então tá...
Eles
jogaram durante duas horas, depois foram lanchar.
-
Hayley, você está muito linda. – Ele
disse meio envergonhado.
-
Muito obrigado, você também está.
– ela estava esperando por algo a mais.
-
Posso te pedir uma coisa? – Ele estava tremendo.
-
Claro. – Ela também tremia.
-
Dorme lá em casa hoje?
-
Claro, só tenho que avisar minha mãe.
Claro
que a mãe de Hayley deixou. Eles foram para casa de Jeremy,
assistiram muitos
filmes e no final da noite, dormiram pensando em o que fariam na
escola...
...
Capítulo
seis
Jeremy
e Hayley se arrumaram e foram para escola. Ela achava que o dia seria
melhor,
mas nem sempre as coisas são como queremos.
-
Temos a primeira aula juntos certo?
-
Sim, temos... Aleluia!
-
Olhe quem chegou, a vagabunda e o pagador de...
-
Nathalia, por favor, não comece. Ainda estamos na segunda
feira!
- A
cala sua boca seu pagador de...
-
Nathalia, por favor, deixe-nos em paz!
-
T-E-O-D-E-I-O – Ela teve esta ousadia e em seguida foi em
bora com sua saia
mostrando partes que não deveria.
Hayley
só não entendia o que ela queria dizer com
pagador de... Mas deixou quieto.
-
Então, vamos para sala?
-
Sim, vamos...
Como
na sexta-feira todos olharam para Hayley.
-
Queridos alunos, eu quero ver a atividade que passei na sexta.
“PQP”
pensou Hayeley, ela esquecera-se de fazer a atividade. Ela estava com a
sentença de morte em suas mãos...
-
Hayley, você fez? – Perguntou Jeremy.
-
Não, foi tanta confusão que eu esqueci... E agora?
-
Caracas, não se preocupa eu também não
fiz!
- Ah,
mas você já é velho aqui, eu
não, ela já te conhece, a mim, não!
-
Fica tranquila! Eu resolvo!
-
Professora, eu posso olhar? DEIXA, DEIXA POR FAVOR!
- Ok,
pessoa, o Jeremy vai passar olhando!
É,
ele salvou sua amiga... ah se ele soubesse o tanto que ela o de...
-
Hayley, vagabunda!
- Ah,
essa que é a tal vadia desgraçada?
-
Sim, é essa.
- Olá
vagal, meu nome é Anna.
Hayley
não deu ouvidos, saiu de perto delas, era o melhor a se
fazer. Tá ela não
aguentou, e como sempre fazia quando estava magoada, chorou bastante.
-
Hayley, o que está havendo? – Perguntou Jeremy.
-
Jeremy, novamente aquela garota imbecil veio me provocar, só
que agora veio com
companhia!
-
Deixa eu adivinhar, veio ela e a Anna?
-
Sim.
-
Hayley, não liga, essa escola é cheia de pessoas
assim, pessoas medíocres e idiotas,
que não conseguem ver a perfeição que
certas pessoas têm.
Ah,
como ele queria que ela soubesse o quanto ele a de...
-
Posso te falar uma coisa Heys?
-
Claro Jeremy.
-
Chore, pois assim sua dor vai ser aliviada.
Ela
sabia que ele estava certo, pois as lágrimas ajudam a lavar
seus olhos e
aliviar a dor do seu coração.
Obedecendo
ao pedido de Jeremy, Hayley chorou, e quando parou, simplesmente o
abraçou...
Capitulo
sete
Hayley chegou a sua casa com os olhos vermelhos
de tanto chorar, mas não contou para sua mãe.
Como ela queria uma mãe mais
inteligente nesse ponto, uma mãe que pudesse perceber quando
ela estava
mentindo. Foi diretamente para seu quarto. Pegou seu diário
e começou a
escrever.
24 de julho de
2003
“Sinceramente,
eu não entendo essas garotas, eu simplesmente não
fiz nada, e mesmo assim, elas
não largam do meu pé. Será que eu
causo tanto impacto assim nas pessoas? Ou
então elas não têm
noção do que acontece? Pelo menos eu tenho o meu
amado
Jeremy, acho que nós estamos tendo uma simples amizade, mas
sim uma grande
amizade... Mas ainda sinto falta de Daniell. Espero que esses tempos
passem
logo!”
Ao fechar o seu diário, pensou em como
mudar a situação, mas não achou se
quer uma solução favorável a ela...
Terminou
os exercícios, e em seguida saiu com Jeremy,
aliás, ele era seu único amigo no
meio de tantos inimigos, tanto...
- E ai Hays, você está melhor?
– Ela
sentiu que ele estava preocupado, muito preocupado...
- Estou bem, querido, mas ainda não
entendo por que elas me tratam assim. – Sua voz saiu fina,
como se ela fosse
chorar, mas ela sabia que não ia chorar, não
naquele momento.
- Hays, elas só te tratam assim, por
que tem inveja de você, essas garotas são
simplesmente umas vagabundas, creio
eu que nenhuma delas ali é virgem. Elas, simplesmente,
não tem respeito por
elas próprias.
- Mas Jeremy, o que elas ganham com
isso? – Além de um novo brinquedinho?
- Sua irritação, suas
lágrimas – ele
falou sussurrando - elas não sabem como seu sorriso
é lindo.
O que eles sentiam era inexplicável,
era sem sentido, mas Hayley ainda mentia para si mesma que ainda sentia
algo
pelo Daniell.
- Jeremy, pra onde vamos? – Ela estava
bem interessada.
- Nós vamos ver uns amigos meus.
- SÉRIO? – Ela estava esperando por
esse momento, queria saber se os amigos dele eram iguais a ele, em
todos os
sentidos que ela conhecia... Ah, como ela queria saber mais um...
- Sim, marquei com John, Zac e Josh.
- Que legal! – Ela estava gostando da
história.
Eles caminharam por ruas vazias e
escuras, um local que Hayley amava. O escuro. Quando chegaram, Hayley
se
deparou com dois irmãos (ela sabia que eram irmão
pelas suas características
fortes) e um cara de seus 20 anos. Sim, Jeremy tinha amigos super...
“Gatos”,
mas não era isso que Hayley queria saber...
- E aí pessoal, como estão
vocês? –
Disse Jeremy com um sinal para seus amigos.
- Beleza cara? – Disse o carinha de 20
anos.
- Beleza, e vocês dois, não
vão falar
nada não? – Um dos irmãos estava
olhando fixamente para Hayley, e ela não
gostava disso.
- Sim, estamos bem! Mas quem é essa
aí?
– Disse o irmão menos interessado.
- Essa é Hayley, é minha amiga.
Hays,
esse é Zac, esse é Josh e esse é John.
– Disse ele apontando para cada um.
- Olá pessoal. – Ela disse
timidamente.
- Oi Hayley, como você está?
– Disse o
John.
- Estou bem.
- Bom, o Jeremy chegou, então ele pode
gravar para nós.
- Gravar o que? – Disse Hayley para
Jeremy.
- Um vídeo-clip da banda deles.
Hayley fingiu não se importar, mas
ela sabia como isso era maravilhoso. Ela cantava na igreja e nas
paradas de
ônibus e ela se orgulhava disso!
- Qual o nome da banda de vocês? –
Sim,
Hayley estava interessada.
- Ah, pensei que não ia perguntar! –
Houve risos pela sala. – É Destrutions.
- SÉRIO?
- Sim.
- Muito legal, muito mesmo.
O vídeo-clip foi gravado, ele ficou
muito bom. Hayely descobriu que Jeremy tinha um ótimo dom de
edição. Ele estava
a encantando muito... No final da gravação, ele a
chamou no canto:
- Hayley, posso te contar uma coisa? –
Ele estava meio nervoso.
- Claro Jeremy, fale.
- Assim, sei que nós não nos
conhecemos
ha tanto tempo, mas não sei como, você
já é muito esp... – Uma voz o chamou.
- JEREMY VENHA CÁ!
Sinceramente ele estava odiando o
Josh.
- O QUE FOI JOSH?
- Como coloca o vídeo no youtube?
- Tá, para com isso né,
você sabe
colocar!
- Mas eu esqueci.
- Sai daí, deixa eu fazer isso!
Ele não devia ter feito isso...
Josh foi falar com Hayley, instinto
ou não, ela não deveria ter aceitado.
- Olá garota.
- Oi, tudo bem com você?
- Não muito bem...
- Por que, o que aconteceu? – HAYLEY
ACORDA, PARA COM ISSO!
- Por que ainda não provei isso.
Ele a agarrou, deu-lhe um beijo.
Um beijo profundo, mas muito
forçado, ela deu-lhe um tapa na face, e saiu correndo. Como
ele fora capaz de
fazer uma coisa dessas?
Jeremy saiu correndo atrás dela.
- Hayley, venha cá.
Ela parou e esperou ele chegar perto.
- Por que você não me disse que seus
amigos são tarados? – Disse ela limpando os
lábios.
- Mas nunca nenhum deles fez isso!
- A sim, e eles não sabem tratar uma
garota?
- Eles podem não saber, mas eu sei. –
Eles dois se encostaram, Jeremy passou a mão no
pescoço dela e deu-lhe um
beijo.
– Hays...
- Sim, diga.
- Você quer ser minha namorada? – O
coração dele quase saiu pela boca.
- Jeremy...
- Diga Hayley. – POR FAVOR DIGA SIM.
- Acho melhor, não misturarmos as
coisas...
- Mas, mas por quê?
- Cara, eu te amo muito... Mas, eu te
amo como amigo, e eu não quero perder sua amizade... Me
perdoe...
- Sim Hays, entendo... – Uma lágrima
caiu de seu olho.
- Por favor Jeremy, não chore, não
me
deixe pior do que estou, por favor.
- Hayley, muito obrigado...
Eles voltaram para casa. Hayley estava
mal, mas sabia que tinha feito a coisa certa, já Jeremy,
estava muito mal.
Capítulo
8
”Hayley,
muito obrigado...” As palavras ainda soavam em
sua cabeça...
- Filha, acorde, você tem que ir para
escola! – Mãe da Hayley, desesperada como sempre.
- Oh, sim mamãe, já vou. –
Hayley
queria ficar em casa e dormir mais um pouco, os ocorridos da noite
passada
ainda não haviam sidos ingeridos.
Ela entrou no chuveiro, a água quente
sempre a ajudava a pensar melhor. Ela queria pensar melhor nesse
momento, ela
necessitava. Como ela queria que as coisas se organizassem...
Para demonstrar sua tristeza, vestiu-se
toda de preto, e quando ela se vestia de preto, era completamente de
preto!
Olhos, blusa, meia-calça, short, tênis...
- Filinha, o que aconteceu? – Sua mãe
podia ser ingênua, mas sabia quando sua filha estava triste.
- Nada mamãe, só achei que hoje eu
deveria
ir de preto, faz um tempo que não visto preto. –
Como suas mentiras ultimamente
estavam convincentes...
- Ok então querida, mas se algo estiver
acontecendo, pode me contar, ok?
- Claro mamãe...
- Já estou indo.
- Ok! Vá com Deus!
- Amém. – Sussurrou ela.
O caminho parecia ter se estendido, a
caminhada estava sendo de muitas lembranças, ela estava se
lembrando de cada
detalhe da noite anterior. O beijo de Josh, o pedido de Jeremy, e
claro, a
realização do seu sonho, o beijo com Jeremy...
Ela era muito idiota, como não
pode aceitar namorar ele? Ela o queria e ele também! Mas ela
sabia que tinha
feito o certo, um dia eles iriam agradecê-la por isso!
Ao chegar à escola, foi direto para
sala, sentou-se no mesmo lugar, mas ele parecia diferente, diferente
por que
tinha um medo crescendo dentro dela, ela estava com medo de se
encontrar com
Jeremy, de ter que dirigir a palavra a ele.
Ela deu uma breve examinada na sala, por sorte as vacas
não estavam lá,
mas tinha algo de diferente além de seu medo, um garoto
novo... Ele era um
pouco parecido com Jeremy, claro não era loiro de olhos
azuis, mas era lindo
que nem ele, mas ele a agradou. Cara, Hayley, tira isso da
cabeça, você já
acabou com seu coração por causa do Jere...
- Hayley?
- Oh, olá Jeremy, você
está bem? – Ela
estava começando a suar.
- Estou bem sim, e você?
- Também... E ai, tinha dever de casa?
- Não, graças a Deus. Mas por que
você
está toda de preto?
“Por que estou mal comigo mesma!”
- Por nada, achei legal vir de preto
hoje.
- Hum... Você já viu o garoto novo?
–
Ele parecia tentar esconder sua tristeza.
- Sim, vi, você o conhece?
- Claro que sim, esse é o Taylor York.
“Taylor York” isso ficou gravado em
sua mente...
A aula acabou, e Hayley ficou muito
feliz, porque nenhuma das “vacas” foram, isso era
ótimo.
Ao chegar a sua casa, Hayley pegou
seu diário e começou a escrever:
25 de julho de
2003
“Amigo,
as coisas estão muito esquisitas, ontem eu fui agarrada por
um tal de Josh,
amigo do Jeremy, em seguida, eu fiquei com o Jeremy, e ele se declarou
pra mim!
Isso é estranho! E ainda por cima, hoje entrou um aluno novo
na minha turma, um
tal de Taylor, ele é muito lindo, mas eu não
quero me enturmar com ele, ele é
amigo do Jeremy, imagina se esse ai faz a mesma coisa que o Josh?
Credo, é
melhor não pensar nisso, deixe o tempo resolver...”
- Hayley, você tem visita...
- Quem é? – Meu Deus, Hayley Hayley...
- O Jeremy e um amigo...
“Meu Deus, que amigo será?”
- Olá Jeremy... – CARACAS MANO,
É O
TAYLOR!
- Olá Hayley, este como já te disse,
é
o Taylor.
- Oi, Taylor! – Ela estava vidrada
nele.
- Olá Hayley, como você
está?
- Bem, e você?
- Também... Ãhn, vamos entrar!
- Não, não. Eu quero ver se
você quer
vir conosco.
- Pra onde vocês estão indo?
- Para o parque, vamos respirar um
pouco. Há.
- A claro, vamos. MÃE, ESTOU INDO AO
PARQUE COM O JEREMY E O TAYLOR!
Eles caminharam cantarolando canções
antigas, as risadas eram constantes, como o sorriso desses garotos era
lindo!
Hayley estava encantada com eles. A cada dia esse lugar a surpreendia
mais e
mais... Ao chegarem ao parque sentaram-se e começaram a
conversar sobre a vida
pessoal de cada um...
- Taylor, por que você ficou esse
tempão sem ir à escola?
- Eu estava doente...
“Doente?”
- Tá vamos parar de falar na escola,
Hayley, com quem você deu seu primeiro beijo?
- Com o Daniell, era meu namorado... –
Agora ela estava se lembrando das tardes que passava com Daniell.
– E você
Jeremy com que foi?
- Foi com minha EX- namorada, a Jenna.
- E você Taylor, com quem você deu seu
primeiro beijo? – Hayley adorou essa pergunta!
“Isso, conte-me tudo!”
- Com ninguém, ainda não dei meu
primeiro beijo. – Ele ficou vermelho.
“Que coisa fofa, awwn que garoto
lindo” – Pensou Hayley.
Eles continuaram a conversar por mais
alguns momentos, e depois, voltaram para casa.
25 de julho de
2003
“Acabei
de chegar do meu passeio em Alice no país das maravilhas. E
bota maravilha
nisso. Sabe o Taylor, ele ainda não beijou
ninguém, ele é tão fofo, depois que
ele disse isso, ele falou que queria guardar o beijo dele pra pessoa
certa...
Como ele é fofo!”
Capítulo
nove
Sim, seus sonhos foram maravilhosos,
Taylor... Jeremy... E ainda mais, sonhou com seus amigos que ela teve
que
deixar para traz, mas isso não a magoou, ela viu que ainda
os amava muito. Ela
nem queria ir para escola, queria ficar sentada no chão do
parque, olhando para
o tempo, pensando em Taylor e Jeremy... Mas infelizmente, ela teve que
ir para
escola. Era dia de revisão, ela não poderia
faltar, nem pensar!
Mas, depois da aula, iria chamar os
garotos para irem ao boliche, ou então, comer uma pizza. As
escolhas eram
muitas, e ela adorava isso! Muito mesmo...
Levantou-se
da cama com o
maior sorriso que poderia dar, foi para o banheiro, quase perdeu a
hora, pois
suas lembranças a inundaram... Quando foi tomar
café, se deparou com a mesa
mais linda, só tinha coisas que ela amava! Geleia de
pêssego, torradas de pão
integral, leite com adoçante... O seu dia estava muito
bom... Estava...
- Mamãe,
já estou indo para escola.
-
Ok querida, boa sorte.
-
Obrigada!
Saiu
de casa, se deparou
com quem? Jeremy e Taylor? Sim ou claro?
-
Olá Hayley, como está nesta manhã
maravilhosa? – Perguntou Jeremy.
-
Estou bem, e vocês? –
Sim ela estava muito feliz.
- Eu
estou bem... – Respondeu Taylor com sua
voz aromatizante...
-
E você Jeremy? Como
está? – Ela queria saber M-E-S-M-O!
- Estou
bem também, só estou nervoso por causa
da revisão.
-
Mas por que? Só é uma
revisão.
-
Ah, a professora, é
simplesmente LOUCA. Mas enfim, só são algumas
horas, certo?
- Claro
que sim!
Eles
andaram pelo trajeto,
um longo trajeto, que para Hayley, foi o mais curto de sua vida. Ela
estava,
apaixonada? Chegaram
à escola, andaram
um pouco pelos corredores, depois foram para sala.
Ao
entrarem, se depararam
com uma torrente de insultos que se dirigiam a Hayley, o quadro de giz
estava
abarrotado com insultos, palavrões... Quem iria ter a
coragem de fazer tal
maldade? Claro! Ela, quem mais seria? Mas o que importa? Hayley fora
destruída.
Ela simplesmente caiu no chão e começou a chorar,
como um simples ato poderia
ter destruído com sua manhã tão boa?
-
Hayley, não se importe
com isso, essas meninas não merecem suas lágrimas
nem seu sofrimento! – Disse
Jeremy.
-
Jeremy, como eu não vou me importar quando
umas vadias fazem isso comigo, elas podem não saber, mas eu
só sou um ser
humano, e existe um esqueleto dentro de mim! Eu só queria
saber o que eu fiz de
tão errado para elas me odiarem tanto! – Ela
abaixou a cabeça e começou a chorar
novamente.
-
Hayley, não chora,
acredite, você não é a primeira, EU
já passei por isso, e elas só pararam de
fazer isso comigo, quando comecei a ignorar, se não for
assim, elas irão te
perseguir até o final de sua vida escolar. – Disse
Taylor, OMG, o Taylor já
sofreu com isso, será que é por isso que ele
não estava vindo à escola?
-
Taylor, você está
falando a verdade, ou só está falando isso pra me
deixar menos triste? – Sim,
seu coração fora partido em mil
pedaços naquele momento.
-
Claro que estou falando a verdade, tudo
que eu quero é teu bem Hayley, podemos nos conhecer a apenas
um dia, mas saiba:
Eu quero muito ser seu amigo, e também quero seu bem, sei
que se você não
ignorar, elas não vão largar do seu
pé. Sempre é assim.
-
Sério? – Perguntou ela
enxugando uma lágrima.
-
Sim.
-
Muito obrigado, Jeremy e
Taylor, se não fosse vocês eu não
saberia o que fazer, muito obrigado por
existirem!
-
Obrigado a você!
-
Hayley, gostou da minha
surpresa? – Era Nathalia, como ela era cara de pau, fazia
isso e ainda era
capaz de ir perguntar se ela tinha gostado?
-
Vá embora Nathalia, por
favor! – Disse Jeremy.
-
Cale a boca!
-
Claro que não, você acha
que vou me render a você? Poupe-me, não sou igual
a Fernanda, ou então Leticia,
eu não tenho medo de você! Nunca tive, e nunca vou
ter!
-
Olhe Hayley, sua vida
vai se complicar a cada dia! Se prepare!
Ela
saiu, já haviam apagado
tudo do quadro. Hayley não iria mais ter provas para acusar
Nathalia, aliás,
todos naquela sala, exceto Jeremy, tinham medo dela. Então,
Hayley estava
sozinha. Estava mais triste do que tudo, estava precisando de um copo
de água
de coco, com muito gelo, precisava ocupar a mente, pensar em como
tratar essa
garota imbecil e psicótica. Só tinha uma
saída. Trata-la como um negócio da
miséria.
Depois
da aula, Hayley recebeu
um bilhete dizendo que ela deveria tomar cuidado, o perigo agora era
seu melhor
amigo. Mas tentou não se importar. Para deixar a mente vaga,
chamou os garotos
para verem um ensaio da banda do Josh, o amigo do Jeremy.
-
Ué Hayley, você não disse
que nunca mais ia querer ver o Josh?
-
Mas eu estou indo para ver o ensaio da banda que ele faz parte, e
não para ver
somente ele.
-
Então tá né...
Taylor,
durante o trajeto,
não falou nada, ele parecia meio triste com algo, mas ele
tentava esconder...
-
O que foi Taylor?
-
Só estou pensando em algumas coisas.
-
Em que cara?
-
Nada de importante. Deixe pra lá.
-
Então tá né... Jeremy, eles
estão com músicas novas?
-
Estão, uma delas se chama “Conspirance”,
bem interessante né?
-
Sim, claro!
Terminaram
o trajeto cantando. Como Hayley cantava bem, meu Deus, voz divina.
-
E ai Josh, como você tá
cara? – Perguntou Jeremy, pro safado tarado.
-
Estou bem, hum, vemos que
trouxe boa comida! – Esse cara é muito
salafrário mequetrefe, ordinário, só
pensa nisso! Que isso em.
-
Por favor Josh, para com isso.
Ela não está bem, e nem me pergunte o por que.
-
Então tá. Mas se ela precisar, estou aqui...
Eles
tocavam muito. Hayley
simplesmente se fascinou pela banda, mas as lembranças do
dia de hoje ainda
latejavam em sua memória, e uma força que nem ela
conhecia a fez cometer um dos
maiores erros de sua vida.
- Josh, venha cá.
– Ela disse.
- Sim, o
que você quer docinho?
- Me beije.
-
Claro.
E eles se beijaram, Hayley
não considerou
aquilo como um beijo, mas sim como um projeto, decidiu sofrer mais um
pouco,
sofrer para tentar esquecer o que lhe fizeram de manhã, ela
já tinha um plano
para Nathalia, mas precisava antes, tirá-la de sua
cabeça. Saia Nathalia, era o
que ela pensava durante o beijo, quando ela abriu os olhos,
não encontrou
Jeremy, somente Taylor, e ele lhe disse que Jeremy tinha
saído com lágrimas no
rosto. Ela se culpou por isso, mas isso era necessário...
-
Taylor, converse com
Jeremy por mim, por favor, ele deve estar com ódio de mim
neste momento, mas
isso foi necessário, depois lhe explico o porque.
-
Claro Hayley, vou
conversar com ele agora mesmo.
Ela foi
para casa, e foi escrever.
26
de julho de 2003
“Olá
diário, hoje meu dia foi HORRIVEL. Primeiro, foi na escola,
aquela vagabunda da
Nathalia escreveu várias barbaridades a meu respeito no
quadro de giz, mas
imagine as coisas feias, gente ninguém merece isso para
vida, com exceção da
Nathalia claro. Mas enfim, tive uma ideia, não vou
fazê-la sofrer, mas também,
não vou sofrer por ela... Mas deixe isso para depois, hoje,
eu fiquei com o
Josh, meu Deus, o que eu tinha na cabeça? Eu não
sinto nada por ele, mas sei lá
achei preciso, e o pior, Jeremy está com raiva de mim, isso
não é bom...”
Capítulo
dez
Hayley jantou e foi à casa de Jeremy,
ela tinha que conversar com ele.
-
Olá Hayley, como está? – Perguntou a
mãe de
Jeremy a abrir a porta.
-
Sim, estou bem senhora
Davis, e a senhora?
-
Também estou, você quer falar
com Jeremy?
-
Sim, quero sim.
-
Pode
entrar, sabe onde é o quarto dele.
- Muito
obrigada.
Hayley
estava pensando, o
que ela falaria para Jeremy? Ela estava sem palavras, não
tinha como explicar
para ele o que havia acontecido, sim, ela estava muito complicada.
-
Jeremy, posso entrar? –
Ela perguntou com a voz trêmula.
-
Claro Hayley, entre.
Ela
entrou, ele estava com
Taylor, eles estavam sentados no chão conversando.
-
Jeremy, tenho que falar com você.
-
Eu também.
-
Taylor, você poderia
esperar lá fora, por favor?
- Claro!
Após a saída de Taylor, Hayley
sentou-se no chão.
-
Jeremy, me perdoe por
ter feito o que fiz, sério,
foi por
impulso, eu não sinto nada pelo Josh, eu juro!
- Eu
sei Hayley, mas me explique de quem você
gosta? Isso é importante pra mim.
-
Sinceramente, não sei
Jeremy. Você e Taylor são muito especiais para
mim, e não quero ter uma relação
com vocês entende? Eu quero preservar nossa amizade, enfim,
vocês são mesmo
importantes para mim!
-
Mas Hayley, eu te amo
tanto, e por isso entendo sua parte, mas por favor, não saia
ficando com
qualquer um.
-
Ah Jeremy, o que eu
seria sem você? Eu te amo muito viu?
Ele fez que sim com a cabeça, depois
disso, ela deitou-se em cima do colo dele e deu- lhe um beijo na
bochecha.
-
Jeremy, tenho mais uma
coisa a falar.
- O que?
-
É sobre Nathalia, eu
decidi, eu estou sofrendo muito com ela, então decidi que
vou mudar de escola,
uma escola mais calma... Ainda não falei com minha
mãe, mas vou falar.
-
Hayley, não precisa de
nada disso. Você sabe que ela não merece um ato
desse...
-
Mas não é por ela, é por
mim.
-
Você tem certeza?
-
Absoluta certeza.
-
TAYLOR ENTRE POR FAVOR,
TENHO QUE CONVERSAR COM VOCÊ!
- Sim
Hays, o que foi?
-
Eu vou mudar de escola.
- Por
que Hays? – Uma lágrima caiu de seus
olhos.
-
Por causa de Nathalia,
eu estou sofrendo muito, esses últimos dias,
estão me fazendo sofrer muito.
Então tomei essa decisão.
-
Querida, você tem
certeza?
-
Absoluta, vai ser melhor
pra mim...
Após isso, os três se
abraçaram, a
amizade deles era muito mais importante do que qualquer coisa neste
mundo.
Hayley, finalmente entendeu por que teve que se mudar, viu que foi
melhor,
conheceu pessoas maravilhosas, nada neste mundo poderia mudar isso. Sem
dúvida,
ela agradeceria sua mãe e seu pai, agradeceria por eles
terem mudado a vida
dela de tal maneira... Mas claro primeiramente teria que agradecer a
Taylor e
Jeremy, que além de demonstrarem para ela o que é
uma verdadeira amizade,
mostraram o que é um amor verdadeiro.
-Fim-
27
de dezembro de 2003
“Querido
diário, finalmente o
sofrimento acabou, além de tudo ganhei novos amigos, hoje
é dia do meu
aniversário, esses amigos lindos que eu ganhei, me deram uma
festa surpresa.
Foi lindo, aliás não te conto, comecei a namorar
com Jeremy, vejamos que nossa
amizade foi além das expectativas esperadas por
nós né? Mas ele é muito fofo...
Então você me pergunta que amigos... Sabe o Zac e
o Josh? Nós agora somos
amigos, e o Josh não está mais tarado,
Graças a Deus. E a Nathalia? A essa está
no lugar dela, ela se mudou, adivinha pra onde ela foi... Foi pro
Mississipi,
coitada, vai sofrer mais do que eu hahaha. Voltei pra minha antiga
escola, e as
‘seguidoras da Nati’ estão todas minhas
amigas, como é bom ter uma vida normal
novamente, isso é perfeito.”