I Still Love You.


- Hayley, posso entrar? - reconheci a voz da Bekah que estava na porta do meu quarto.
- Entra.  – Eu disse e continuei sentada na cadeira me olhando no espelho.
- Vamos? – Ela deu uma pausa me olhando. – Você ainda está descalça! Cadê a sua sandália? Vamos Hayley ! – Ela disse pegando minha sandália quando eu apontei mostrando que estavam embaixo da cama. – Desse jeito você vai chegar depois de todo mundo. – Ela disse me entregando o calçado. Coloquei e me olhei no espelho pela última vez no espelho.

- Você tá linda. – Bekah disse sorrindo.
 

  O dia estava bonito. Era final de tarde e o sol já estava quase se pondo. Fomos para a igreja, onde seria o casamento. Estávamos todos esperando para entrar, cada um na sua hora. Primeiro entrou Zac, depois Emily, Taylor, Hannah, Jeremy, Sarah, Nate, Bekah... E por ultimo eu.
O padre começou o casamento quando estávamos no altar. Eu estava nervosa, muito nervosa, minha mão estava suando e talvez por isso eu não prestava atenção no que ele falava.

- Onde estão as alianças? – O padre perguntou para Josh.
- Estão aqui. – Ele disse tirando uma caixinha do bolso da calça, de veludo em formato de coração e entregou ao padre.
 
 
Nessa hora meu coração disparou e minha mão suava mais ainda. O padre iria fazer a pergunta, a pergunta mais esperada durante um casamento.

- Jenna Rice aceita Joshua Neil Farro como seu legítimo esposo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

- Sim! – Ela respondeu com os olhos brilhando e um sorriso de ponta a ponta da orelha, com uma certeza impressionante.


Ela estava bonita, num vestido branco não muito rodado mas também não muito reto, o cabelo loiro comprido um pouco preso e com um pequeno enfeite. Era pra eu estar naquele vestido. Não aquele, porque o meu seria diferente e o padre faria aquela pergunta pra mim. Suspirei e balancei a cabeça me livrando dos pensamentos. Mas se o problema for vestido, o meu também era bonito, era verde, talvez um verde-floresta um pouco mais claro. Deixava meu ombro de fora, e ficava uns dois dedos acima do joelho. Quer dizer não só o meu era assim, como o de todas as madrinhas.
 

- Joshua Neil Farro aceita Jenna Rice... –o padre perguntou e depois do nome dela não ouvi mais nada, ou melhor, não quis ouvir.


  Meu coração parecia que estava num show de rock pesado de tanto que pulava dentro do meu peito. Eu não queria ouvir a resposta dele. Josh pegou a aliança, segurou a mão dela e ficou com a aliança num tipo “coloca ou não coloca”. Ele olhava Jenna, olhava a aliança na mão e quando o vi, ele me olhou. Não pude segurar uma lagrima que escorreu pelo meu rosto. Ele voltou olhar Jenna, respirou fundo e disse:

- Jenna, me desculpe, eu não posso. – Disse deixando a aliança cair e se virou para ir em direção a porta.


   Não consegui controlar um riso silencioso de felicidade, mas ao mesmo tempo me senti mal pela Jenna. Não deve ser fácil ser deixada, literalmente, no altar.
 
A igreja toda ficou parada. Ninguém falava . Posso apostar que ninguém respirava naquele local. E Jenna estava sentada no chão com a mãe a consolando, eu continuava lá. Parada, em pé no altar com a Sarah ao meu lado. O padre pediu para que nós saíssemos e todos caminharam em direção a porta, menos Jenna.
Chegamos lá fora

- O que você ta esperando? – Sarah me disse.
- Ahn? – Falei confusa.
- O que você ta esperando pra ir encontrar o Josh?

- Sem querer participar da conversa, mas já participando. Eu conheço o Josh. Ele é meu irmão e ele ainda te ama. Ou você acha que ele deixou a Jenna plantada no altar por quê? Porque ele tava com calor e resolveu tomar um ar lá fora é que não foi. Ele te ama Hayley.
- Zac, só você pra me fazer rir assim. E eu adoro vocês. – Eu disse.
- Claro que eu faço você rir. – Ele disse me abraçando.
- Mas pra onde ele foi? –  Ficamos em silêncio por um tempo, até que eu pensei onde ele estaria provavelmente. – Sarah me empresta o carro? Prometo que dessa vez eu não bato. – Sarah não tinha experiências muito boas comigo no volante.
- Só porque é por uma boa causa. – Ela disse me entregando um chaveiro em formato de cacho de uva.
 
  Entrei no carro e fui em direção ao local, nunca corri tanto com um carro em toda minha vida. Pior era pensar que eu não era uma boa motorista, depois de bater o carro quatro ou cinco vezes,não lembro ao certo em três meses. Definitivamente eu não era boa no volante. Parei de pensar e me concentrei só no meu destino. Eu iria atrás dele nem que fosse a pé. Já era noite. Parei e desci do carro. Avistei alguém sentado de costas, estava um pouco longe. Corri até a pessoa e chamei:

- Josh?


Ele se levantou e me abraçou.

- Desculpa? – Ele disse beijando minha testa.
- Por quê? – Perguntei e eu realmente não sabia o motivo daquele pedido dele.
- Porque eu quase fiz a maior idiotice da minha vida. Eu insisti nessa idéia maluca mesmo sabendo que você não ia ficar bem, que você não estava bem – Ele parou um pouco e continuou – Eu também não.
- Eu só quero te falar uma coisa, eu te amo, eu ainda te amo.
- Eu também te amo - ele disse me beijando. Talvez o beijo mais perfeito de todos os outros que ele já tinha me dado.
 
Deitei-me no ombro dele na areia da praia e ficamos alí. O céu estava bonito, cheio de estrelas e a lua cheia estava bem grande e brilhante. Adormeci e quando acordei, ele estava me olhando e sorriu. O sorriso mais lindo e perfeito de todo planeta. Exagero? Pra mim não. Senti-me aliviada, aquilo não foi um sonho. Era tudo de verdade e dessa vez o “eu te amo” duraria para sempre.